sexta-feira, junho 23, 2017

SIRESP: Sistema Inoperacional (de) Rádio (para) Emergências Surpreendentemente Perigosas?

Infelizmente, parece que se confirma o que se temia: o tristemente famoso "SIRESP", o sistema de comunicação via rádio destinado à Protecção Civil, forças de segurança, bombeiros e outros actores em cenários de catástrofe, esteve inoperacional na área de influência do fatídico incêndio de Pedrógão Grande, durante 14 horas e meia (!).

Entre as 19 horas de sábado (dia 17) e as 9h30 de domingo (dia 18/06/2017), a rede SIRESP falhou na região de Pedrógão Grande, inviabilizando as comunicações entre a Protecção Civil, a GNR e as corporações de bombeiros. Sabe-se que várias das antenas do SIRESP foram destruídas pelo fogo e que diversas estruturas essenciais para o funcionamento da rede, incluindo cabos de fibra óptica, foram afectadas. A alternativa encontrada foi o recurso a uma antena móvel, instalada numa carrinha proveniente de Lisboa. De referir que, das 4 estações móveis pertencentes à empresa do SIRESP, apenas UMA reunia as condições para ser instalada no terreno.

Sendo o blogue "Mundo da Rádio" um espaço dedicado à rádio e às radiocomunicações, coíbo-me de tecer quaisquer comentários políticos, sobretudo quando importa esperar pelo resultado das investigações que devem ser feitas, no sentido de esclarecer cabalmente em que condições específicas ocorreu a maior tragédia associada a incêndios florestais, de que há memória em Portugal. Não obstante, existem questões técnicas relacionadas com a rede de comunicações de emergência que devem ser discutidas.

Se o SIRESP é (ou devia ser) uma rede de comunicações concebida para estar operacional mesmo em situações de desastre natural, onde as redes convencionais (telefone, redes móveis, Internet, etc) podem falhar, então Portugal deveria ter uma rede SIRESP com diversos níveis de redundância que assegurassem o funcionamento do sistema inclusivamente em situações de corte de energia eléctrica durante largas horas, destruição de cabos de comunicação de dados (fibra óptica, etc), destruição de torres, etc. Esperava-se que a electricidade falhasse, as redes móveis falhassem, a Internet deixasse de funcionar... mas o SIRESP continuasse a funcionar, apesar das contingências. Se o SIRESP falha num incêncio, o que dizer do dia em que houver um sismo violento, um tornado, inundações ou outro evento de gravidade extrema, que possa pericitar a vida de milhares de pessoas? De que servem dezenas de walkie-talkies que, de um momento para o outro, deixam de comunicar uns com os outros, porque a base deixou de operar? Quantos riscos não podem ser evitados em 14 horas? Quantas vidas podem ser salvas se, durante 14 horas e meia, a rede de emergência continuar a funcionar adequadamente, não perdendo o sinall? Apesar do SIRESP permitir a comunicação directa entre transceptores, esta limita-se aos equipamentos geograficamente próximos, inviabilizando uma operação em larga escala, como é exigível num combate a um incêndio violento.

Havendo muito para investigar, não tiro, para já, qualquer ilação a respeito das causas específicas das causas das falhas de comunicação, mas, se me é permitido a ironia, quiçá fosse mais vantajoso oferecer às corporações de bombeiros walkie-talkies PMR446. Ao menos funcionam sem falhas mesmo quando as antenas do SIRESP deixam de conseguir "falar" entre si. Felizmente que ainda há veículos dos bombeiros com rádios analógicos... Por este andar, um dia assistimos a bombeiros a comunicar com a GNR através de... sinais de fumo.

segunda-feira, junho 19, 2017

18 de Junho de 2017: a rádio ao serviço de um país devastado por uma enorme tragédia...

18 de Junho de 2017. O  dia que não devia existir em Portugal. Desde a noite do dia 17 que as notícias vindas de Pedrógão Grande davam conta da dramática perda de vidas. Todavia, durante o dia 18, a comunicação social foi revelando a verdadeira dimensão da tragédia. À hora de publicação desta mensagem (madrugada do dia 19), estão contabilizadas 62 mortes, havendo igualmente 62 feridos. (*) Estes números podem, infelizmente, ser actualizados para pior, à medida que as autoridades avaliam o terreno.

No meio de tamanha catástrofe, o pior incêndio florestal do qual há memória em Portugal, a importância da rádio enquanto rainha da comunicação social torna-se evidente à medida que algumas populações ficam sem electricidade, ficam sinal de televisão, sem Internet, sem sinal das redes móveis e sem acesso a outros meios de comunicação. Enquanto se assiste à falha (e até destruição) de algumas infra-estruturas de comunicação, a rádio continua a emitir normalmente a partir do centro emissor do Trevim, no alto da Serra da Lousã, de Coimbra, de Montemor-o-Velho (no caso da Onda Média da Antena 1), ou de outros locais que coloquem sinal em Pedrógão Grande.

Neste domingo negro, a Antena 1, a Rádio Renascença, a TSF e até rádios locais como a Rádio Condestável (Sertã) não se cansaram de ir acompanhando a actualidade do teatro de operações. Nem mesmo durante a tarde desportiva de futebol da Taça das Confederações, os relatos do jogo Portugal vs. México ignoraram a realidade em Pedrógão Grande.

A rádio está presente nos bons e nos maus momentos. E o profissionalismo de quem, incansavelmente, não largava o microfone para descrever o cenário dantesco e chocante que via à frente dos olhos, merece ser reconhecido. A todos os jornalistas da rádio que fizeram (e continuam a fazer) os possíveis e os impossíveis para cobrir uma catástrofe implacável, dando a conhecer aos ouvintes as consequências de um fogo infernal, quero dizer: muito obrigado. Sem um jornalismo de qualidade, não seria fácil tomar conhecimento do que se está a passar em Pedrógão Grande e nos concelhos vizinhos por onde o fogo ainda passa, infelizmente. Esperemos que os soldados da paz, auxiliados por outros meios, consigam vencer rapidamente esta guerra... Que as 62 almas perdidas descansem em paz.

(*) Actualização às 18h do dia 19: 63 mortos e 135 feridos. De referir que, além da Rádio Condestável, pelo menos a Rádio Clube de Pombal (97,0) e a Rádio São Miguel (93,5 MHz Penela) têm estado a cobrir a tragédia. Seria interessante apurar se existem outras rádios locais a terem uma atitude louvável de prestar um grande e inestimável serviço público às populações afectadas pelo incêndio. De referir que, ainda ontem, o primeiro-ministro António Costa aludiu à importância da rádio para as populações que não têm acesso a outros meios.

Actualização às 23h do dia 19/06/2017: 64 vítimas mortais

P.S. Agora é que faltava uma "Rádio Triângulo" (até podia ter outro nome...) operacional e a prestar um verdadeiro serviço público local...

sábado, junho 17, 2017

Morreu o jornalista Joaquim Vieira

É mais uma daquelas tristes notícias que, passe o pleonasmo, têm de ser noticiadas. Faleceu o jornalista da Rádio Renascença, Joaquim Vieira, repórter do departamento desportivo da emissora católica portuguesa. Porventura o seu trabalho mais conhecido seja a cobertura de mais de 20 edições da Volta a Portugal em Bicicleta, em mais de 25 anos de "casa" na RR. Antes de ingressar na estação, chegou a trabalhar na TSF e em várias rádios locais do Porto.

À família enlutada, aos colegas e amigos, resta apresentar as minhas condolências. Que descanse em paz.

domingo, maio 21, 2017

Faleceu Gilberto Ferraz

Uma​ breve mensagem para mencionar a morte do jornalista português Gilberto Ferraz, que vivia em Londres desde 1965, tendo sido fundador e responsável pelo Departamento de Estudos de Audiência de Língua Portuguesa, que, entre outras funções, incluía a avaliação das reacções dos ouvintes do Serviço Mundial da BBC para o Brasil.

Gilberto Ferraz foi, igualmente, o primeiro não britânico a presidir à "Association of Broadcasting Staff", durante 4 anos. Mais tarde, foi, a partir de 1978, correspondente do "Jornal de Notícias"; colaboração que posteriormente se estendeu à rádio "TSF". Colaborou também, e pontualmente, para a RTP.

À família enlutada, aos amigos e antigos colegas, apresento as minhas condolências. Que descanse em paz.

sábado, maio 20, 2017

Grupo Renascença Multimédia renova parque de emissores no alto do Monsanto, em Lisboa

Segundo um comunicado recentemente disponibilizado no blogue oficial do Grupo Renascença Multimédia (RR, RFM, Mega Hits e Rádio Sim), a emissora católica portuguesa terá, há pouco tempo, instalado novos emissores em Lisboa, no Monsanto. A renovação dos emissores  no alto da serra lisboeta resultou na instalação de 3 novos emissores de 10 kW, que operam no sistema "N+1", em que, em condições normais, 2 estão em funcionamento, enquanto que o terceiro serve como reserva, sendo activado automaticamente em caso de falha de um dos outros emissores.

Os novos equipamentos, que podem ser controlados remotamente através de telemetria, prometem uma melhor eficiência energética (superior a 70%), permitindo uma redução de custos ao mesmo tempo que se melhora a qualidade da cobertura do sinal da RR e da RFM na Grande Lisboa, região da Estremadura, litoral alentejano e outras áreas dentro do perímetro de influência dos emissores de Lisboa.

"Radio Caroline" galha licença para emitir legalmente em Onda Média!

Quanto tempo pode uma estação esperar até conseguir ganhar, num concurso público, uma licença de rádio? No Reino Unido, 53 anos. Refiro-me à "Radio Caroline".

Para quem eventualmente nunca tenha ouvido falar desta mítica estação, a "Radio Caroline" arrancou clandestinamente em 1964, transmitindo em Onda Média a partir de um emissor instalado num barco (MV Mi Amigo). Numa era em que a oferta radiofónica no Reino Unido era limitada à BBC e a escassas estações privadas, a Radio Caroline consistia numa rádio rock orientada para os jovens da época, que não se reviam na escassa oferta de música rock na rádio pública britânica.

Não sendo uma rádio "pirata" (no sentido em que tecnicamente operava em águas territoriais internacionais, pelo que, por si só, as autoridades britânicas não tinham jurisdição para a silenciar), A estação teve de encerrar em 1968, quando o barco foi apreendido e levado para Amsterdão.

Depois de vários anos de peripécias (para quem domina o inglês, aconselho a leitura da história da estação), a "Radio Caroline" passou a emitir via satélite e, mais tarde, via Internet. Não obstante, a estação chegou a emitir pontualmente em FM ou em DAB, através de licenças temporárias da OFCOM (o equivalente da ANACOM e da ERC no Reino Unido).

Se a legalização era uma velha ambição da rádio, eis que. no mês de Maio de 2017, a Radio Caroline conseguiu uma licença da OFCOM, para operar em Onda Média. Ainda não se conhecem pormenores técnicos como a frequência ou a potência, todavia sabe-se que o emissor - que, fazendo jus à tradição, deverá operar a partir de um barco - servirá a região de Suffolk, bem como algumas zonas da região de North Essex. Sim, 53 depois, a Radio Caroline pode ter o privilégio de emitir de forma completamente regularizada, dentro das normas legais em vigor por terras de Sua Majestade.

Numa frase: uma excelente notícia para os ouvintes e para os entusiastas da rádio em Onda Média. A Onda Média está morta? Ainda não, felizmente!

domingo, maio 14, 2017

Portugal ganha Eurovisão! "Amar pelos dois"... amar por 11 milhões





Se um dia alguém 
Perguntar por mim 
Diz que vivi 
Para te amar 

Antes de ti 
Só existi 
Cansado e sem nada p’ra dar 

Meu bem 
Ouve as minhas preces 
Peço que regresses 
Que me voltes a querer 

Eu sei 
Que não se ama sozinho 
Talvez devagarinho 
Possas voltar a aprender 

Se o teu coração 
Não quiser ceder 
Não sentir paixão 
Não quiser sofrer 

Sem fazer planos 
Do que virá depois 
O meu coração 
Pode amar pelos dois 

Luísa Sobral


Não obstante tratar-se de um formato televisivo, jamais seria justo, para este blogue, ignorar o maior feito alguma vez alcançado pela música portuguesa: vencer o Festival Eurovisão da Canção.

Apesar de não ter cobertura por parte de nenhuma rádio portuguesa, o Festival em Kiev não passou ao lado dos espaços informativos das rádios, em especial da Antena 1.

Num Festival marcado pelo excesso de música pop comercial cantada maioritariamente em inglês, descaracterizando as culturas e as línguas que definem os países participantes, Portugal foi claramente a honrosa excepção, apresentando um tema entre o pop e o jazz, cantado na língua materna, com a originalidade da interpretação única do Salvador Sobral e, sobretudo, contagiando jurados e telespectadores. Diria que o discurso do cantor português depois da vitória foi a maior "bofetada" que Salvador Sobral podia dar a grande parte dos adversários: "Vivemos num mundo de música descartável, de música 'fast-food' sem qualquer conteúdo. Isto pode ser uma vitória da música, das pessoas que fazem música que de facto significa alguma coisa. A música não é fogo-de-artifício, é sentimento. Vamos tentar mudar isto. É altura de trazer a música de volta, que é o que verdadeiramente interessa",

Fez-se história na música portuguesa. O tema "Amar pelos dois" passa na rádio não só em Portugal, como na Islândia e até na Austrália. Não havendo estatísticas até ao momento sobre as rádios, menciono a realidade do "Spotify". Neste conhecido serviço de música por "streaming", a canção "Amar pelos dois" já chegou a número 1 do "top 50" em Portugal. E está no 11º lugar das 50 mais tocadas na Islândia. Mais um bom prenúncio: o tema escrito pela irmã Luísa para o Salvador já está no número 5 das 50 músicas virais no mundo.

Aos profissionais da rádio que se encontram a ler esta publicação, lanço o repto: passem o "Amar pelos dois" nas rádios, em comemoração da vitória do Salvador Sobral na Eurovisão. Vamos celebrar a música portuguesa! Viva Salvador Sobral! Viva Portugal!

13 de Maio de 2017: o dia em que a rádio em Portugal não descansa!

Fátima, futebol e festival (da Eurovisão). Três razões pelas quais o dia 13 de Maio de 2017 fica para a História de Portugal como o dia da coincidência de três grandes eventos que mobilizaram os portugueses. E a rádio não ficou de fora.

Desde a tarde do dia 12 que a Antena 1, a Rádio Renascença (incluindo a Rádio Sim) e a TSF, acompanharam em permanência a visita do Papa Francisco a Fátima. Como seria de esperar, o profissionalismo da emissora católica portuguesa foi irrepreensível, todavia a cobertura radiofónica feita pela Antena 1 e a TSF revelou-se muito boa.

Terminadas as cerimónias no Santuário de Fátima e o regresso do Sumo Pontífice ao Vaticano, as rádios viraram-se para a tarde desportiva,  O som da vitória do Sport Lisboa e Benfica frente ao Vitória de Guimarães entrou pelos microfones das três rádios, chegando a milhares de ouvintes. As celebrações do "tetra" não deram descanso aos jornalistas.

Se dois eventos de grande dimensão humana não bastavam, a cereja em cima do bolo tinha de vir de noite. Não obstante o Festival da Eurovisão ser um formato claramente televisivo, a rádio, em especial a Antena 1, não ficou indiferente à vitória do Salvador Sobral, tendo entrevistado telefonicamente o cantor.

Permitam-me que adapte um conhecido slogan de uma rádio: «tudo o que se passa, passa, passa nas rádios portuguesas ».

"MP3" foi oficialmente "descontinuado"!

"MP3". Melhor dizendo, MPEG-1/2 Audio Layer 3Um  formato informático que representou a "morte" da cassete analógica, o declínio do CD e, em menor escala, do Minidisc e de outras tecnologias. O formato que transformou o mercado físico da música no mercado virtual da Internet.

Não obstante, a tecnologia vive em constante mudança. A  "Fraunhofer Institute for Integrated Circuits", fundação alemã que desenvolveu o "MP3", decidiu abandonar o programa de licenciamento das patentes associadas ao formato. Na prática, para os consumidores e para as rádios, pouco deverá mudar. Todavia, para algumas entidades e situações, o "MP3" poderá deixar de ter a importância que tinha. A fundação Fraunhofer sugere, em alternativa ao "MP3" que se adopte o formato "AAC" (Advanced Audio Coding), que também foi desenvolvido pelo instituto. O meu conselho pessoal, para as rádios que emitem online apenas em "MP3", é que ponderem seriamente em migrar para o formato "AAC", porquanto muitos softwares e equipamentos de recepção de rádio online suportam o Advanced Audio Coding.

Com efeito, para aplicações onde a qualidade máxima possível de som não é um ponto fulcral, os formatos lossy, como o MP3, o AAC, o OGG, entre outros, oferecem uma qualidade muito razoável para uma ocupação de espaço de armazenamento de dados reduzido. Naturalmente que, se a qualidade de som é um factor indiscutível, a opção passa pelos formatos lossless, entre os quais se destaca o FLAC (Free Lossless Audio Codec), o WAV (Waveform Audio File Format), o ALAC (Apple Lossless Audio Codec), entre outros.

quinta-feira, maio 11, 2017

Luís Montez adquire Rádio Azul (98,9 MHz Setúbal)!

A ERC autorizou recentemente a aquisição da totalidade do capital social da empresa detentora do alvará da Rádio Azul (98,9 MHz Setúbal), pela empresa "Música no Coração- Sociedade Portuguesa de Entretenimento, Sociedade Unipessoal, Lda. ", detida a 100% por Luís Montez. Resumindo, confirma-se que o engenheiro Luís Montez se encontra em vias de adquirir a Rádio Azul, de Setúbal, que se junta às rádios Amália, Marginal, Meo Music, SBSR, Rádio Festival e Rádio Nova Era, detidas na maioria ou na totalidade pelo empresário. De referir que Luís Montez também tem participações minoritárias nos capitais sociais da Rádio Nova e da TSF.

O dono da "Música no Coração", que se encontra em processo de partilha das rádios do Grupo Luso Canal (detido pelos sócios Luís Montez e Álvaro Covões), ficando o proprietário do Meo Arena com a Rádio Marginal, enquanto que o director da "Everything is New" fica com as rádios "Radar" e "Oxigénio", declarou à ERC que vai manter o projecto aprovado para a Rádio Azul, não se sabendo, para já, o que pode mudar na estação setubalense.

ERC revoga o alvará da Rádio Batalha

A Entidade Reguladora para a comunicação social (ERC) deliberou, há escassos dias, a revogação do alvará da Rádio Batalha (104,8 MHz, atribuídos ao concelho da Batalha), que encerrou a actividade em meados de 2014.

Com efeito, operador radiofónico em causa entrou em processo de insolvência no mês de Agosto de 2014, tendo sido obrigado a fechar a rádio; numa inspecção recentemente feita pela ERC no terreno, para avaliar a situação do operador, a entidade reguladora constatou que os estúdios já foram vendidos, estando diversos equipamentos à guarda de uma empresa de leilões, responsável pela alienação dos bens da emissora.